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candy candy candy candy candy

Posted in Uncategorized on June 3, 2014 by renatocruzatto

*durante toda a conversa, esse som toca ao fundo*

 

– escuta aqui, cara. tem algo que eu tô querendo te dizer há algum tempo.
– hm?
– presta atenção, porque pouquíssimas pessoas sabem do que eu sei. esse conhecimento só chega em mãos das pessoas mais
preparadas. uma vez que você sabe disso, não tem volta. sua vida não vai ser a mesma.
– eita.
– é. tá pronto?
– hãaam. acho que sim.
– a vida é igualzinha ragnarok.
– hã?
– é isso mesmo: a vida é igualzinha ragnarok.
– o jogo?
– sim! você nasce, vive seus primeiros momentos como um bom aprendiz. daí tem de escolher um trabalho, e ficar muito bom nele.
você não percebe?
– eu entendo que, assim como outros rpgs, ragnarok foi feito pra se parecer com a vida real de alguma forma….
– mas ainda não cheguei no ponto. o ponto é: a maioria desiste antes, mas, uma vez que você se torna extremamente bom, você tem a
chance de “renascer”. pra isso, você tem que passar por uma quest.
– e daí?
– passar pelo processo de renascimento significa esquecer de tudo. voltar a ser uma criança, voltar ao level 1. é como se você passasse
a enxergar o mundo com outros olhos, como uma pessoa diferente. no fundo, você sabe que você ainda é você, mas tem algo que
mudou. dessa vez, você não é um aprendiz comum. você é um aprendiz transcendental. recuperar suas memórias antigas irá dar um
certo trabalho, mas você vai perceber que, dessa vez, será 100% você. todo o seu potencial terá sido despertado. você será capaz de
coisas que nem sequer imaginava serem possíveis; será capaz de pensar além. com o tempo, você será um verdadeiro transclasse. e
cara, as pessoas percebem quando estão conversando com um transclasse. tem… algo diferente neles.
– wow. mas o que isso tudo tem a ver com a vida? é só um jogo, cara.
– e se eu te dissesse que eu não somente encontrei essa quest, como também passei por ela?
– na vida real?
– sim! você tá conversando com um aprendiz transcendental.
– eu tô falando é com um demente, cara. um doido. maluco. louco. insano. alienado. tãn-tãn.
– é sério, porra. há quanto tempo somos amigos? você não confia em mim? então. como eu ia dizendo, você só precisa de um… erhm,
item.
– item?
– é. enfim, isso não é importante. o que importa é: eu acho que você tá pronto. você se sente pronto?
– bem. a vida tem andado muito entediante mesmo. vamo nessa. o que eu faço?
– é só deixar isso debaixo da sua língua.

26/05/2014, reafirmo minhas convicções:

Posted in Uncategorized on May 27, 2014 by renatocruzatto

1- o infinito decidiu, por vontade própria, se desdobrar e se experienciar de infinitas formas possíveis, daí surgiram tempo e espaço. portanto, eu existo. portanto, existe um contexto social.
2- nós, como pequenos pedacinhos do infinito, possuímos uma tendência natural de seguir o mesmo fluxo dele. de buscar experiências, de expandirmos, de nos reproduzirmos, de darmos continuidade a essa expansão.
3- nosso contexto social é opressor e destrói a liberdade do indivíduo, afetando diretamente sua capacidade de seguir sua própria natureza (a natureza do infinito).
4- o ser humano precisa de liberdade para seguir esse fluxo ao máximo; para desenvolver todo o seu potencial como humano.
5- portanto, o principal objetivo do ser humano deve ser o combate da opressão.

Posted in Uncategorized on May 31, 2013 by renatocruzatto

será que andando em círculos pode-se olhar pra trás?
porque algumas certezas só a noção da perda traz
hoje eu já posso dizer que não é só você mas
podia acender a luz, aqui tá escuro demais

but what if I bury you alive?

possessão

Posted in Uncategorized on May 18, 2013 by renatocruzatto

então sai
desse corpo
que não
te pertence
e nem nunca
vai

então solta
esse outro
que não
te pertence
e nem sempre
vai

Posted in Uncategorized on May 18, 2013 by renatocruzatto

pesa de cá
sobe de lá
não quero mais
balanças

se tiver que ser, será
no mesmo plano

A acomodação será a morte de todos nós.

Posted in Uncategorized on April 10, 2013 by renatocruzatto

A fagulha da revolta pode demorar pra queimar.

Às vezes alguém vai lá e joga palha, restos de madeira.
Mas pode não ser o bastante pra queimar sua cegueira.
Enfraquecida, logo a chama se apaga.
Enquanto te olham com crescente mágoa.

Eis que surge o vento em rajada certeira!
Logo sua fagulha se torna fogueira.

E então você joga álcool,
e mais álcool,
incendeia tudo a esmo.
Mas por que é que estou queimando mesmo?

Sinto muito.

Posted in Uncategorized on April 10, 2013 by renatocruzatto

Sinto que era a desculpa
perfeita,
Sinto que era a rua
estreita,
Sinto que era o plantio sem
colheita,
Sinto que era o atalho pela
direita,
Sinto que era a harmonia
desfeita,
Sinto que era a esperança
refeita,
Sinto que era a desculpa
perfeita,

pra você sumir de vez.