Posted in Uncategorized on April 10, 2013 by renatocruzatto

Sei me virar bem sozinho.
Mas não vou te deixar ir, não.

Eis uma grande e gorda mentira.
Que diabos aprendi em 22 anos de estadia?

Soltar.
Soltar e não esperar.
Soltar, pra amarrar?

…e então fica claro:
ainda tenho muito a praticar.

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Posted in Uncategorized on April 10, 2013 by renatocruzatto

A falta de interesse transborda.
Que me importam os jovens
tocando Blues em seus violões
Que me importam os olhares
se os decifro de prontidão?
Que me importam shows, bares,
e a porra da multidão?
Que me importa a sua banda nova
que é a salvação da música
Que me importa essa maldita
composição rústica?
Foco. Superar a força, o ex-, o esforço.
Pra mim ou por você?

A Torneira da Minha Cozinha(Ou: A Culpa é Toda Minha)

Posted in Uncategorized on October 29, 2012 by renatocruzatto

quando não quero tocá-la
pois nada molharei ainda
surge um som ritmado
e eis que pinga, pinga, pinga.

pinga até que incomoda
então fecho-lhe em agonia
e em vão, gasto minha força
posto que pinga, pinga, pinga.

e quando enfim, é dada a hora
de exercer sua função
giro-lhe, uma, duas vezes
ironicamente em vão.

pois só vai funcionar realmente
depois de algumas giradas
mas então precipita-se água
tal qual furiosa torrente.

e por isso,  minha gente
devo frisar que a culpa é minha
pois a torneira da minha cozinha
é uma metáfora inteligente.

(e como eu queria saber seu verdadeiro nome)

Posted in Fezes on October 25, 2012 by renatocruzatto

Creio que seja consenso que o melhor tratamento pra um vício é abster-se por completo do mesmo. Certo? Agora imagine um vício em que essa simplesmente não é uma opção – pois implicaria danos sociais absurdos. Eis a minha relação com você.

Então eu vou lá. Meia horinha só, qual o problema? E de repente as suas garras já estão sobre mim. Me deixa amarradinho, passivo, tal qual dominatrix.

Agora, tenhamos em mente que a sua origem remonta dos primórdios da minha existência. Desde que nós nos fomos apresentados, me recordo de ter sido controlado pela minha mãe. “Não exagera, Renato! Sai logo daí!” – coisas assim ressoam até hoje por aqui. Mãe: terás sido freio ou motor? O fato é que havia algo de dócil no seu gritar. Me acostumei, e passaram-se anos assim.

E hoje já não há mais quem possa gritar comigo. Sei que esse alguém terá de ser ninguém menos que este que aqui vos tecla, e quando acontecer, não será nada dócil. Mas também sei que cada teclada exala uma fragrância suave de hipocrisia. Por hora, a vitória é sua: ainda não estou pronto. Lanço-me, de cabeça, buraco abaixo. Um dia haverei de estar, ou quebrarei o pescoço.

de mim pra mim

Posted in Pré-Fezes on October 24, 2012 by renatocruzatto

daqui pra frente, percebo alguns caminhos possíveis:

  1. a estagnação lhe dominará por completo e você será um velho enrugado e frustrado, provavelmente dos que descarrega as frustrações na bebida;
  2. você estará mortinho da silva;
  3. você terá, quem sabe, se revoltado por completo e decidido tomar as rédeas da sua vida. e aí, com um pouco de sorte, terá realizado a maioria dos seus objetivos;

meu querido, se estiver lendo isso, saiba que no momento que escrevo sei que as coisas estão no 33,3%. como é que acaba essa história? nunca prezei tanto por um spoiler.

 

eis que me levanto do conforto da poltrona e percebo um fraquejo:

Posted in Uncategorized on August 24, 2012 by renatocruzatto

de tanto que havia caminhado esqueci que minhas pernas tem a grossura do seu entusiasmo.

o depois

Posted in Uncategorized on July 19, 2012 by renatocruzatto

às vezes bate aquele sentimento, em forma de pergunta. e se eu morresse agora? vocês não sabem nem metade, mas sou uma história, um infinito de possibilidades. e pra vocês: uma sacolinha de lixo. esquecida em 3, 2, 1.
ok, isso deveria me animar, me fazer largar tudo, o conformismo, a alienação, a procastinação.

mas devo mesmo me importar?
estarei morto, de qualquer forma.
será assim com qualquer um?